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A história e a origem do Jiu Jitsu Brasileiro em 1914

A história do Jiu Jitsu Brasileiro

A origem do Jiu jitsu, sua chegada ao Brasil, o nascimento do Brazilian Jiu Jitsu, seu desenvolvimento, sua consolidação, sua internacionalização e como arte marcial brasileira e sua consagração mundial. ,

Alguns estudiosos defendem que essa arte marcial secular começou a ser praticado na Índia pelos os monges budistas e por eles levada para a China e depois para o Japão, outros afirmam que foram os chineses os primeiros praticantes do estilo.

Uma terceira e mais aceita vertente sustenta que estilos de lutas praticadas nos séculos III e VIII em diversos povos da Índia e da China passaram por um processo de refinamento que resultou no desenvolvimento de um método de autodefesa com técnica e golpes baseados nos princípios do equilíbrio, do sistema de articulação do corpo, das alavancas e sem a utilização de armas pelas escolas de samurais, a casta guerreira do Japão feudal. O Jujutsu.

A chegada do Jiu Jitsu no Brasil

No ano de 1904, o jovem Mitsuyo Maeda deixou o Japão para cumprir a missão de difundir a arte marcial desenvolvida por Jigoro Kano o grande mestre da escola Kodokan pelo mundo. Um estilo de luta corpo a corpo que utilizava as técnicas, menos perigosas do Jujutsu, tanto em pé como no solo. Arte que na metade do século foi oficializado pelo nome de Judô pelo governo Japonês.

O mestre Maeda, com apenas 1,64 metros de altura e 68 quilos, percorreu os continentes, europeu e americano, realizando demonstrações e colecionando vitórias em combates com adversários de todos os tamanhos e estilos: wrestlers, boxers, lutadores de savate e de outras artes marciais, pela aplicação eficiente técnicas de estrangulamentos e chaves de braço.

Em 1914, Mitsuyo Maeda, conhecido mundialmente como Conde Koma, após ter conquistado simpatizantes em todos os cantos do mundo, chega ao Brasil.

Depois de percorrer o país realizando apresentações e combates, fixou residência com a ajuda do empresário Gastão Gracie na cidade de Belém, capital do estado do Pará, onde mais tarde tornou-se cidadão naturalizado brasileiro com o nome de Otávio Maeda.

O nascimento do Jiu Jitsu Brasileiro

Em 1917, Gastão Gracie leva o filho mais velho Carlos, à época com 15 anos de idade, ao Teatro da Paz em Belém para assistir uma apresentação do mestre Maeda, com o qual havia estabelecido profundos laços de amizade.

O jovem ficou fascinado!

Fascinação que o transformou no obstinado discípulo de Mitsuyo Maeda que mais tarde graduado como mestre repassou seus conhecimentos marciais aos irmãos Osvaldo, Gastão, Jorge.

Em 1925, Carlos e seus irmãos fundaram a primeira Escola Gracie no Rio de Janeiro onde ensinavam o Jiu Jitsu, nome pelo qual ficou conhecida no Brasil a arte ensinada pelo Mestre Conde Koma.

O irmão mais novo, Hélio Gracie, que só assistia às aulas por ser sido proibido de treinar pelos irmãos por ter o corpo muito muito franzino, com o passar do tempo e muita observação criou um estilo próprio de luta ao adaptar as técnicas da luta a sua estrutura física. O Gracie Jiu Jitsu, o Jiu Jitsu Brasileiro.

O desenvolvimento do Jiu Jitsu Brasileiro

As técnicas criadas por Hélio, promovido a instrutor, e desenvolvidas por ele e seus irmãos passaram a ser utilizadas para levar a lona capoeiristas e lutadores de todos os tamanhos e origens em confrontos em lutas sem regras.

As vitórias a família Gracie nas lutas de “Vale-tudo” ganharam destaque nos jornais da época, atraindo uma grande gama de novos praticantes, inclusive muitos artistas e políticos como prefeitos, governadores e ministros de estado. Personalidades reconhecidas que ajudaram a impulsionar o esporte.

A mesma época, os irmãos Gracie passaram a promover campeonatos de Jiu Jitsu na cidade do Rio de Janeiro com as primeiras regras próprias de combate:

  1. Combates com duração de cinco minutos;

  2. Prorrogação de três minutos, em caso de empate no tempo regular;

  3. Um ponto por manobras como queda;

  4. Um ponto por montada de frente com dois joelhos no chão;

  5. Um ponto por pegada pelas costas.

A consolidação do Jiu Jitsu Brasileiro

Em 1967, o Jiu Jitsu foi reconhecido e oficializado no Brasil.

Com autorização da Confederação Nacional de Desportos foi criada a Federação de Jiu-Jitsu da Guanabara, presidida por Hélio Gracie, com Carlos como presidente do Conselho Consultivo e Carlson, o filho primogênito de Hélio, como diretor técnico. Além, dos grandes mestres Oswaldo Fadda, Orlando Barradas, João Alberto Barreto e Robson Gracie, irmão de Carlos, como membros diretivos.

Em 1994, foram criadas a Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro e a Federação Internacional de Jiu Jitsu que promoveu o fortalecimento da arte como esporte regulado, através da realização de torneios internacionais e do primeiro Campeonato Mundial em 1996.

A consagração internacional do Jiu Jitsu Brasileiro

Foi a partir do início dos anos 1990 que o Jiu Jitsu Brasileiro passou a ser conhecido, respeitado e admirado mundialmente como Brazilian Jiu Jitsu, quando em 1993 Rorion Gracie criou o Ultimate Fighting Championship.

Torneios de luta realizados em apenas uma noite com disputas entre os melhores atletas de diversas modalidades de artes marciais: jiu-jítsu, caratê, boxe, kickboxing, grappling, wrestling, sumô e outros esportes de combate cujo vencedor era declarado o “Campeão Supremo de Luta” (Ultimate Fighting Champion).

O Formato UFC de torneio que introduziu o MMA (Artes Marciais Mistas) como modalidade esportiva organizada e sancionada nos Estados Unidos que se transformou em uma marca global de esporte que revolucionou a indústria da luta com a produção de eventos Pay-Per-View assistido por milhões de aficionados de todo o planeta, consagrou o Jiu Jitsu Brasileiro como arte marcial imbatível de defesa pessoal graças as impressionantes carreiras vitoriosos dos invencíveis ídolos nacionais do esporte: Royce, Rickson, Renzo, Ralph e Royler Gracie.

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