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O nível técnico e as faixas no Jiu Jitsu. Chegamos a um dilema?

"Faixa serve só para amarrar as calças."



O grande mestre Hélio Gracie, que por algum tempo ostentou uma faixa azul em sua cintura, sobre a utilidade das faixas.


As artes marciais existem desde que o mundo é mundo, porém quando falamos sobre a estrutura moderna das faixas, falamos sobre mais ou menos 100 anos somente. O propósito deste artigo não é apresentar a história e evolução do sistema de faixas, e sim o conflito entre nível técnico e graduação em que vivemos. Para uma história concisa do sistema de faixas, clique aqui.


Há uma parabola antiga, contada em muitas versões, sobre o discípulo iniciante que, incomodado com suas vestes, amarrou uma faixa branca e fina em sua cintura para manter a sua roupa de treino no lugar. Quanto mais ele treinava, mais sujava a sua faixa e eventualmente o tempo passou, até que sua faixa se tornou preta.


Não sabemos o quão verdadeira é a ilustração, mas sabemos que as faixas, inicialmente branca e preta apenas, indicam o desenvolvimento e progressão técnica do aluno.

Em todas as artes marciais sempre existiram alunos fora da curva, donos de habilidades técnicas acima de suas graduações e, por um motivo ou outro, ainda não foram graduados à próxima faixa.


O Jiu Jitsu que na última década tem experimentado o maior crescimento da história em termos de popularidade, tem lidado com a questão das faixas, tentando se adaptar aos desafios trazidos pelo contexto moderno. Mas quais são estes desafios?


A explosão de informação disponível a todos, a qualquer momento. Enquanto no passado sonhávamos em talvez conhecer um faixa azul, ou assistir a uma fita vhs com alguém ensinando uma técnica básica, hoje com o avanço tecnológico do mundo digital, podemos estudar qualquer técnica imaginável, a qualquer momento, com apenas alguns cliques. Alunos da Arte Suave ao redor do mundo tiram vantagem deste avanço e estudam profunda e frequentemente técnicas acima de suas graduações, além de técnicas dos seus níveis também. Isto tem causado, entre outras coisas, um crescimento técnico sem precedentes. Não é raro, nos dias de hoje, encontrarmos iniciantes com conhecimento teórico extremamente avançado. Mas e a execução?


Conhecimento teórico das técnicas, fundamentos e história não raspa, passa, queda ou finaliza ninguém É preciso colocar este conhecimento em prática e evoluir. Aquí se encontra outra diferença fundamental em relação aos praticantes do passado: A abundância de escolas e horários disponíveis e a variedade de parceiros de treino. Enquanto no passado, muitas vezes tínhamos mais chances de vermos um unicórnio do que um faixa roxa, hoje podemos andar para a academia nos mais convenientes horários e treinar com homens e mulheres de todas as graduações, peso e tamanho. Esta variedade de treinos disponíveis alavanca, e muito, o crescimento técnico e a maturidade do praticante.


Competidores - É verdade que todos os praticantes se beneficiam desta expansão e apenas 3-5% deles se identificam como competidores, contudo nos últimos tempos estes tem frequentemente demonstrado um nível técnico de combate acima do que se era esperado em tempos passados. Nos dias de hoje já vemos faixas azuis enfrentando bem e até vencendo faixas roxas, marrons e até pretas.


Há pouco tempo tal cenário era inconcebível.


Havia um abismo técnico entre o Faixa Preta e o faixa colorida.

As competições tem sido sensacionais. Eventos de lutas casadas e campeonatos regionais oferecem combates com profundidade técnica antes vista somente na faixa preta.

Mas e a maturidade fora dos tatames? O que fazer com um jovem de 16 anos, com níveis hormonais estelares, que ainda não tem controle sobre suas emoções, mas é uma máquina de lutar? É prudente outorgar faixas roxas, marrons e pretas a estes, sabendo que os iniciantes e crianças possivelmente os terão como modelo de conduta? E se as imaturidades forem em outras áreas? Talvez na área afetiva, talvez nos relacionamentos? Muitas vezes a timidez ou a arrogância ainda precisam dar lugar a auto confiança e a humildade, mesmo quando a guardinha está em dia.


O que fazer então? Deixamos como está? Devemos criar uma graduação, indicada por faixas ou não, exclusivamente para competições? O avanço técnico e tecnológico está somente começando e é evidente que o maior crescimento do Jiu Jitsu ainda está por vir. O que fazer então? Será que nossa querida arte está a beira de mudanças drásticas que a transformará em algo completamente diferente, como aconteceu com outras artes? Será o micro gerenciamento do progresso a solução?

Estas e outras questões nos acompanharão, querendo ou não, e cabe a comunidade global resolve-las. Quais desafios e dilemas você acha que o Jiu Jitsu enfrentará na próxima década?

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